Um dia do trabalhador para não esquecermos jamais!

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Os jornalistas pernambucanos deveriam estar comemorando, nesta sexta-feira (1º de Maio), o Dia Internacional do Trabalhador. No entanto, os profissionais do setor, como os demais trabalhadores brasileiros, estão passando por um momento crítico em se tratando do mercado de trabalho. O Brasil está atravessando um dos períodos mais predadores de sua história no que se refere a garantia de direitos e empregos para os jornalistas e a classe trabalhadora como um todo.

 

O momento grave que estamos atravessando por conta da pandemia do novo coronavírus, com reflexo na saúde e no bolso da população brasileira, veio a se somar a crise econômica que já tomava conta do país, com grande perda de direitos e prejuízo financeiro para os trabalhadores.

 

Mas agora, com a necessidade dos trabalhadores ficarem em suas casas, medida fundamental à diminuição da curva de contaminação do coronavírus, muitas empresas estão sendo obrigadas a reduzir ou mesmo parar com suas atividades, gerando uma queda brusca no faturamento e, consequentemente, a necessidade de cortar seus custos. Isso tem resultado no corte de investimento com publicidade nos meios de comunicação, o que reflete diretamente em nossos empregos.

 

Em outros países, os governos têm garantido recursos para que suas empresas não fechem as portas e não demitam seus trabalhadores. O Reino Unido vai pagar salários aos trabalhadores para evitar demissões. O pacote de 38 bilhões de libras prevê ainda suspensão de imposto para o comércio. A Europa como um todo injetou 100 bilhões de euros para proteger a sua economia. Os EUA irão investir US$ 2 trilhões na economia para aliviar impactos do coronavírus.

 

Enquanto isso, o governo Bolsonaro está praticamente abandonando os empresários e os trabalhadores. Aqui, o Governo apenas adiou o pagamento do FGTS por parte das empresas durante três meses, cortou a contribuição para o Sistema S (o que irá provocar o fechamento de várias unidades do Senac e Sebrae espalhadas pelo país) e aprovou a redução de horas trabalhadas com a redução de salários, em um formato nunca antes visto na história da Legislação Trabalhista Brasileira. As reduções salariais são de 25%, 50% ou mesmo de 70%!

 

O próprio presidente e representantes do governo mentem ao afirmar que não têm recursos  para enfrentar a crise. O orçamento federal, executado em 2018, destinou R$ 1,065 trilhões para o pagamento dos juros da dívida. O Governo pode, simplesmente, adiar o pagamento de títulos públicos. Além disso, o Governo Federal possui mais de R$ 1 trilhão no caixa único do Tesouro Nacional. Por outro lado, o Poder Executivo pode, em uma situação como essa de pandemia, imprimir dinheiro para ser injetado na economia.

 

Mas Bolsonaro prefere afirmar que não faz milagres e desdenhar dos mortos com o seu “E daí?”, enquanto xinga os jornalistas de mentirosos, os acusa de fazerem perguntas idiotas, afirma que os meios de comunicação são algo pior que lixo e abandona todos os trabalhadores brasileiros ao vírus e ao desemprego.

 

Diante das circunstâncias, temos um 1º de maio para pensarmos no que podemos fazer para nos contrapor ao desmonte que este governo vem promovendo em nosso país. Nós, os jornalistas brasileiros, podemos ser fundamentais para ajudar o Brasil a retomar o seu caminho de desenvolvimento econômico. Precisamos apenas nos unir como classe e lutarmos por um país melhor para todos.

 

Recife, 1º de maio de 2020

Sinjope

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