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05/09/2017

Bancada patronal protela início da Campanha Salarial com jornalistas





 
Mais uma vez a bancada patronal usou de “artimanha” e não começou a negociação da campanha salarial 2017 com os jornalistas profissionais de Pernambuco. A primeira reunião foi realizada, no final da manhã desta terça-feira (05/09), na sede do Sertepe/ Sejope. Com a desculpa de que precisava de mais tempo para “ouvir” as empresas do interior, os sindicatos patronais pediu novo prazo para  discutir a pauta de reivindicação 2017/2018. O próximo encontro foi agendado somente para o dia 19/09, às 16h, no mesmo local.

O pedido causou surpresa ao Sindicatos dos Jornalistas Profissionais de PE (Sinjope) que, em função do cenário econômico do país, se empenhou em apresentar um índice de reajuste enxuto de 6,5%, desconsiderando as perdas históricas registradas até 2014. O sindicato também trabalhou na redução dos itens da pauta de negociação salarial, apresentando 34 itens para discussão.

Mesmo assim, os patrões continuaram insensíveis à iniciativa do Sinjope e questionaram a quantidade de reivindicações apresentadas, após aprovação em Assembleia Geral da categoria. De concreto, os representantes patronais asseguraram a data base (27/08) e garantiram que, enquanto durar a negociação, as atuais convenções coletivas serão mantidas.

A representante da Rede Globo, Mônica Ruzio, comentou que seria um contrassenso o Sinjope reivindicar agilidade na campanha e apresentar uma pauta extensa.

O diretor do Sinjope, Ciro Guimarães, rebateu as críticas, alegando que nas últimas campanhas o tamanho da pauta nunca foi empecilho para o processo negocial. Isso porque os patrões sempre foram ágeis em negar qualquer cláusula que trouxesse benefício aos trabalhadores e acabam se limitando a discutir apenas o índice de reajuste salarial.  Ciro Guimarães disse ainda que o índice pedido está dentro de uma margem para que a negociação possa ser fechada o mais breve possível.
 
Presente à primeira rodada de negociação, o diretor do Sinjope, Geraldo Bringel, acrescentou que não é tarefa dos representantes patronais interferir nos itens considerados importantes pela categoria para negociação.  “Não é o sindicato patronal que define o que deve ser objeto de discussão e constar na pauta. A agilidade para o fechamento da campanha depende muito mais da velocidade com que os patrões se disponham a analisar e responder à categoria, do que da quantidade de itens apresentados”, enfatizou. 

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