NOTA OFICIAL – SINJOPE/FENAJ

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Pernambuco (Sinjope) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiam qualquer comportamento hostil e/ou agressivo, e, principalmente, agressões a profissionais da imprensa em seu exercício profissional. Estes não podem ser confundidos com as empresas para as quais trabalham.

Profissionais que atuam no Diario de Pernambuco realizaram uma cobertura isenta contida nas páginas internas da edição da quinta-feira 24/05 sobre a greve e protestos de caminhoneiros contra a alta descontrolada do preço do óleo diesel. Chama atenção, entretanto, o fato da manchete da mesma edição incorporar um foco hostil aos caminhoneiros.

Longe da percepção do publico em geral, desde o começo da manhã da quinta-feira 24/05, numa situação sem precedentes em Pernambuco, profissionais e até estagiárias(os) que trabalham no Diario de Pernambuco travaram reflexões e clamaram por uma retratação para a manchete desastrosa que não condizia com o conteúdo da edição. Profissionais e estudantes de Jornalismo salientam que o conteúdo apurado não corresponde ao que expressou a manchete, evidenciando uma clara distorção do enquadramento das matérias pela direção da empresa.

A mesma censura que dificulta que a categoria Jornalistas tenha seus dramas conhecidos do grande público também fez com que o protesto ocorresse de forma silenciosa enquanto a direção da empresa persistiu na negativa de fazer uma retratação.

O Sinjope e a Fenaj acolhem e reverberam o protesto dessas(es) profissionais e conclama a direção do Diario de Pernambuco e das demais empresas a respeitarem o trabalho de cada profissional.

Sinjope e Fenaj aproveitam para alertar a sociedade de que esse é um exemplo concreto do risco de confundir profissionais com as empresas de comunicação. Isso certamente contribuiu mas de modo algum justifica as ações registradas na quinta-feira (24) e na manhã desta sexta-feira (25), quando profissionais da TV Globo foram vítimas de atos covardes, um deles diante de PMs que se omitiram em vez de garantir o trabalho da Imprensa.

Sinjope e Fenaj conclamam profissionais vítimas a registrarem tais ocorrências, se necessário acionando a assessoria jurídica do Sinjope, algo que as empresas deveriam estimular e garantir. Sinjope e Fenaj salientam que agressões verbais e/ou físicas devem ser veementemente apuradas e condenadas, inclusive como objeto de processos criminais, além de constituírem atentado à liberdade de informação, de imprensa e, portanto, uma afronta a princípios basilares da democracia.

Sinjope e Fenaj

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