Jornalistas fecham campanha salarial 2017

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Em Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada ontem (01), no Sindgraf, os jornalistas de Pernambuco decidiram fechar a campanha salarial 2017. A categoria conseguiu manter as conquistas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do ano anterior e ainda avançar em pontos considerados fundamentais.

Dentre eles, está o reajuste de 3% no salário (para um índice de inflação de 1,7% pelo INPC proposto pelos patrões), aumento de 13,5% das diárias para jornalistas de rádio e TV (com o objetivo de diminuir a desigualdade em relação aos profissionais de impresso), bem como a garantia de diárias para cobertura de São João para profissionais jornalistas dos municípios de Caruaru, Garanhuns e Petrolina.

O texto da CCT vinha sendo debatido entre o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Pernambuco (Sinjope) e a bancada patronal desde agosto do ano passado. Foram realizadas cinco reuniões e uma mediação no Ministério do Trabalho e Emprego.

Jornalistas reunidos em AGO. Foto: Julio Jacobina.

“A proposta que trouxemos para votação está longe de ser a ideal, mas foi o texto possível diante do cenário adverso, sobretudo após a reforma trabalhista”, disse, ao abrir a AGO, Juliano Domingues, presidente do Sinjope. O texto da CCT foi aprovado por ampla maioria.

Travamento

A expectativa inicial do Sinjope era fechar a campanha ainda no ano passado. Entretanto, os patrões se mostraram irredutíveis em alguns pontos. Um deles, considerado pela diretoria do Sinjope como extremamente sensível, diz respeito a procedimentos de recisão de contrato.

A reforma trabalhista retirou dos sindicatos a prerrogativa da homologação da demissão. Na avaliação do Sinjope, esse procedimento fragiliza o trabalhador demitido, expondo-o ao risco de ter suas contas feitas de maneira imprecisa, seja por má fé ou má gestão.

O Sinjope propôs, então, que as empresas deveriam fornecer aos seus empregados as contas preliminares do Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT) cinco dias após a concessão do aviso prévio. Isso reforçaria a transparência e evitaria um prejuízo ainda maior ao demitido. A bancada patronal, porém, não aceitou.

Somente na mediação no Ministério do Trabalhou chegou-se a uma solução intermediária. As empresas serão obrigadas a entregar aos seus empregados, até oito dias após a concessão do aviso prévio, desde que seja solicitado por escrito, as contas preliminares do (TRCT). “É importante que o trabalhador ou a trabalhadora faça essa solicitação e leve ao nosso escritório para conferirmos os números”, recomendou Rômulo Falcão, advogado do Sinjope.

Assim, o trabalhador demitido terá oportunidade de conferir as contas na assessoria jurídica do Sinjope ou com algum outro escritório de advocacia. Somente após chegar a uma solução sobre esse ponto a diretoria do Sinjope fechou questão sobre levar o texto da CCT à AGO. Em breve, a CCT será divulgada na íntegra aqui, no sítio do Sinjope.

 

Fonte: Sinjope

 

 

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